Parece obrigação, mas não é. O campeonato mais difícil do mundo não pode ter sua análise a palavra “obrigação”, e se existe um clube que pode exemplificar isso com sua própria história é o Atlético em sua conquista da América.

Poderia ser mais fácil aqui. Mas também poderia ser bem mais complicado lá. Esperar que o time dê um baile na ida e na volta num mata-mata de Libertadores não é análise tática ou técnica. É quase desconhecimento de causa.

Haverá expulsão, perrengue, uma bola que entra do além, outra que deixa de entrar por um milagre.  E ainda tem o juiz, inimigo número um dos brasileiros na Conmebol.

O Galo jogou menos que podia, não vi os sustos que alguns viram em perder o jogo, nem um futebol que justificasse qualquer euforia. Apenas uma partida burocrática de quem queria passar e nada mais.

Aí sim podemos ter uma questão: o “nada a mais”.

Pra ser campeão da Libertadores você tem que ter tudo e “algo mais”. O Galo tem um bom time, fez dois bons jogos fora de casa, passou hoje sem inspiração, sem ousadia mas também sem sustos.

Não, não é hora ainda de encontrar isso. Estamos saindo da pré temporada, organizando os elencos e times e portanto esperar qualquer brilho neste momento é um exagero enorme.

Passou. Missão cumprida. Agora o Galo tira das costas a obrigação e parte pro sonho. E desde que me entendo por gente não vi ninguém fazer de um sonho tão real quanto o próprio Atlético na Libertadores de 2013.

Não ousarei ensinar o padre a rezar uma missa.  Mas agora a missa está confirmada.

Dizem que ir a missa é pra quem tem fé. E ter fé é acreditar.

Deus que me livre falar sobre isso com atleticano.

RicaPerrone

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