No dia da eleição do Vasco devo ter ouvido uns 20 amigos dizendo que “chega!”.  Já havia sofrido demais, não aguentava mais isso e que não perderia mais tempo com o Vasco por um bom tempo.

Eu entendi. A dor de ver o Eurico vencer uma eleição é consideravelmente forte pra quem ama o clube. Mas também entendi o prazo. E ele seria determinado pelo primeiro momento digno de Vasco do clube.

“Ah mas o adversário é fraco!”.  E você faz o que contra adversários fracos?

Joga bem e goleia.

O Vasco jogou o que ninguém esperava, venceu com enorme facilidade e passou de fase na Libertadores.

Mais do que obrigação? Não. Ninguém tem obrigação de nada numa Libertadores. E os que acham que tem são normalmente os que raramente chegam.  Exatamente por não compreende-la.

Não é exatamente pela vitória. Mas pela conduta. O Vasco entrou em campo como time grande que é, se postou como Vasco o tempo todo e não pediu licença.  Arrebentou o Concepcion em sua propria casa sem a menor piedade.

Vai brigar por título? Provavel que não.  É parâmetro? Não.

Então porque a euforia?

Porque o Vasco foi dormir pequeno na noite da eleição, e não é.  Vai dormir enorme hoje, e é.

Mas a maior vitória desta noite não aconteceu no Chile. Aconteceu na casa de cada vascaíno que, desiludido, puto, previamente disposto a nem se importar com uma eventual derrota, se viu novamente sorrindo em frente a tv, batendo no escudo no peito e “ganhando tempo” com seu clube de coração.

Perda de tempo é achar que um dia você pode se livrar dele. Aceita. Tu vai morrer vascaíno, seja qual for o presidente.

abs,
RicaPerrone

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