Eu esperava casa cheia. Mas existem dois torcedores em todo clube: os que vão quando precisa e os que vão quando é divertido estar lá. Jamais condenarei um deles, embora tenha enorme simpatia pelo primeiro.

Quem foi, sabe porque foi. E quem estava em campo sentiu do início ao fim que não havia um público ali disposto a assistir, nem mesmo cobrar. 15 mil pessoas foram jogar com o Vasco e não satisfeitos em cantar, berravam.

Apático, o São Paulo assistiu ao jogo como quem já está de férias. E não está. O Vasco entendeu sua missão e mesmo tendo jogado com o risco de abrir mão do ataque em parte do segundo tempo, foi a 42 pontos e é capaz que fique na série A mesmo se perder os últimos dois jogos.

Aliás, acredito nisso. Não nas derrotas, mas que 42 acabe sendo suficiente.

Hoje São Januário pulsou. Entre a limitação técnica do elenco e a discutível diretoria que briga pelo poder mais do que pelo Vasco, salva-se o que de fato importa: a camisa.

O abraço do torcedor no treinador ao final da partida não é por idolatria. É por alívio.  O Vasco talvez mereça cada ano ruim que tem passado. O vascaíno com certeza não merece.

RicaPerrone

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