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Vasco retrô; Corinthians à lá Tite

Se o vascaíno não deve considerar o placar elástico como reflexo do jogo, também não pode ignorar a falta de alternativas do time.  E não me refiro a número no elenco, mas sim a características.

Enquanto o time do Corinthians tocava a bola, aceitava sua limitação e se postava num 4141 à lá Tite valorizando a bola e sendo intenso na marcação, o Vasco dependia de uma jogada de 1990 pra achar um gol.

Time cheio de posição fixa, cheio de jogadores lentos, tentando se livrar de uma defesa intensa e bem armada. Não costuma funcionar.  E não funcionou.

Nenê e Andrezinho não são opções de um jogo intenso e rápido. O Thalles deveria ser, mas tem claros problemas com peso e se tornou um jogador muito mais fixo do que a idade sugere. O Vasco que entrou em campo contra o Corinthians terá sérias dificuldades em enfrentar times que usam o conceito moderno de jogo intenso e compacto.

O Corinthians, por sua vez, dentro de toda limitação técnica do seu elenco, se propôs a algo e cumpriu. Os dois gols que decidiram a vitória (primeiro e segundo) foram gols iguais e de jogadas treinadas. Posse, troca de passes, movimentação e aproximação.  Isso é treino.

O Vasco não tinha nada no repertório que não fosse esperar a qualidade individual resolver. O Corinthians, sem grande qualidade individual, o goleou porque sabia o que fazer .

Talvez o Vasco esteja procurando soluções sem ter achado o problema. O Corinthians tem problemas, mas claramente os identificou.

abs,
RicaPerrone

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