Não pode ser culpa da tecnologia. Não pode se negar o uso dela pra ajudar um esporte a melhorar. Menos ainda pode-se contestar a legitimidade de uma correção de erro.

O VAR será parte do futebol eternamente. Não adianta lutar contra ou criar qualquer outra teoria. O ponto é outro. Neste momento, enquanto nos adaptamos a ele, ele está sendo um problema não mais tolerável.

Errou aqui, atrasou ali. Ok, tá no começo, a gente entende. O que está acontecendo mais de um ano após a Copa do Mundo no Brasil e na Conmebol é surreal.

O VAR atrapalha o gol, erra lances idiotas, interrompe jogos sem necessidade, mudou um finalista em 2018 e fez uma das cenas mais absurdas do mundo em Palmeiras x Grêmio na terça. Chamou o juiz pra analisar um lance que nem o presidente do Palmeiras daria pênalti.

Hoje, no Beira-Rio, 5 minutos pra ver um lance que a TV mostrou em 20 segundos. E o que é mais irritante: O árbitro leva 2 minutos pra que o rapaz lá de cima diga pra ele “vem aqui ver”.

Vai logo, cacete! Parou, é interpretativo? Vai olhar. Não faz o menor sentido se levar 5 minutos pra uma decisão que se tomaria até outro dia em 2 segundos.

É pra ajudar. Mas não está ajudando.

Precisamos reconhecer que sem uma padronização e um treinamento decente isso vai piorar o futebol semana após semana.

O futebol piorou com o VAR.

Não precisamos tira-lo de cena. Apenas nos adaptarmos decentemente a ele antes de expor o torcedor a esse show de barbaridades que temos acompanhado.

RicaPerrone

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