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Vai, moleque!

Seleção brasileira a um ano da Copa vive de jogar a bola no Neymar. O Santos, de Muricy, Montillo e alguns milhões jogados pelo ralo, passa 90 minutos de qualquer partida nos últimos anos sem fazer nada que não seja jogar a bola no Neymar.

Eu não vou aprovar nunca que um menino de 21 anos, ídolo, que treina, não falta, não foge do jogo e que com essa idade já carregou o time a 5 finais de estadual, uma copa do Brasil e uma Libertadores nas costas seja chamado de pipoqueiro ou ofendido por miseráveis torcedores em busca de um novo Pelé.

Neymar é a salvação da pátria toda quarta e domingo. Nos intervalos, responde a cada 10 minutos a mesma pergunta, não falta aos treinamentos, namora, se diverte, faz propaganda e cuida do cabelo.

Enquanto isso, os dois mais badalados clubes do planeta disputam o garoto, que tem sua vida, seu namoro, seu dinheiro e cada gesto avaliados o tempo todo por gente que acha que tem esse direito, ou melhor, o “poder” de saber o que é melhor pra ele.

Não torci pelo Santos nos penaltis por achar que merece. O time joga mal, o trabalho do Muricy na Vila é de ridículo pra baixo, mas se mantém com o nome e com um bom time, como aliás, sempre fez.

Sem entrar no mérito do treinador mais uma vez, o Santos é cobrado como um time pequeno e o Neymar como o Pelé. Na seleção, jogam 90% do problema nas costas dele, sem dó.

E quando ele chega na quinta final de estadual em 5 anos de profissional, dizem que seu choro foi marketeiro e hipócrita.

Vai, moleque!

Vai pra cima, vai pra Europa, vai pra Copa, vai pra capa do jornal, vai pra onde quiser. Nunca pra onde te mandarem.

Por enquanto, vai pra final. Como sempre.

abs,
RicaPerrone

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