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Uma delicada obrigação

Ricardo Gomes está internado e sabemos de sua situação. Sabemos também, especialmente em São Paulo, que ele não deveria ter voltado a treinar clubes.  Foi recomendado pra isso e insistiu.  Pouco importa agora se era ou não pra continuar, se existe culpa dele ou de quem quer que seja nisso. O importante é que acabou, e sabemos disso.

Ricardo passou mal duas vezes, ambas em clássicos. Isso mostra com clareza que está relacionado a pressão e a tensão, coisas que o afastarão em definitivo do cargo de técnico de futebol profissional.

Assim sendo, por mais delicado que seja, por mais estranho que pareça, o Vasco precisa de um técnico.

Ele não está com um treinador internado. Ele está, hoje, sem treinador. E assim continuará caso dependa do Ricardo.

É altamente deselegante informar um profissional em uma UTI que ele foi substituido? Talvez.

Se eu contar pra alguém, soa como uma deselegância terrível.

Mas não é.

O Vasco briga por algo grandioso e, tendo feito todo seu papel na ajuda ao Ricardo e no amparo a família, pode voltar pra casa tranquilo, sabendo que ele está vivo e se recuperando, mas que é preciso continuar.

E continuar, pro Vasco, hoje, é buscar um treinador. Pois ele não tem.

“Ano que vem tem Libertadores”, dirão os colonizados brasileiros.

Mas não! Ano que vem porcaria nenhuma.

O Vasco é, hoje, candidato real e forte ao título brasileiro de 2011.

O Ricardo Gomes não deve voltar ao cargo, nem a profissão, por bom senso de todas as partes e especialmente por zelo a sua saúde.

É hora de rezar, apoiar, ajudar, mas, também, continuar.

abs,
RicaPerrone 

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