Talvez haja nessa seleção algumas discussões táticas pouco produtivas em virtude da mudança do futebol. Se vários treinadores não acompanharam, imaginem torcedores.

Quando se fala da seleção brasileira atual muita gente enxerga isso aqui:

Os volantes bem “volantes”, os “meias” bem “meias” e dois “atacantes.  Era isso até outro dia, natural que ainda muita gente veja futebol assim.

Mas não é assim que o Tite enxerga a seleção.  A formação do treinador é essa:

Dentro disso, ele tem “um volante”.  Fernandinho e Paulinho já se enquadram em outro esquema de jogo, comum até, onde os meias mais centralizados vem de trás e não necessariamente são volantes de marcação apenas.

O Renato Augusto se adaptou a função do Fernandinho pra atuar ali. Mas caiu de rendimento e marca bem menos.  O Coutinho, quando titular, foi do outro lado, na vaga do Willian.

O time que hoje a maioria sugere é esse abaixo:

Ele tem um probleminha.  Uma das maiores jogadas da seleção é a chegada do Paulinho.  Ele fatalmente chegaria menos dessa forma. Mas ainda é uma opção viável. A do segundo tempo contra a Croácia, inclusive.

Por fim, o time mais ofensivo de todos. Com Renato e Coutinho, mantendo Paulinho na função de um meia mais do que volante.

Esse time sobrecarrega o Casemiro, deixa as duas “pontas” parecidas, e dá ao Brasil um poder de fogo sem igual. Mas lembrando que o Marcelo é ofensivo, talvez não funcione tão bem contra times mais fortes.

O Tite tem dúvidas. E essas são as dúvidas dele. Qual desses times vai a campo.

Se ele escalar o time da terceira imagem, com o Coutinho “centralizado”, terá cometido um erro ao não levar o Luan.

Eu não mexeria no Willian. E vejo no Coutinho uma peça que pode mudar jogo.

Mero palpite: ele começa com Fernandinho e o Coutinho entra nos jogos em que estamos ganhando na vaga do Willian e nos que estamos empatando na do Fernandinho.

Aguardemos. Mas cuidado pra não enxergar uma formação que o Brasil não usa.

abs,
RicaPerrone

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