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Um grande nome, um péssimo momento

Autuori é um dos caras que mais respeito no futebol. Educado, inteligente, competente e de uma má vontade com a fama que me impressiona neste planeta onde um flash vale mais do que dólares.

Paulo tem como característica não ter que explicar pra jogador que ele é pago pra jogar. Ele estuda, explica, vence. Se neste caminho tiver que lidar com lideranças negativas no grupo, brirrinhas, jogadorzinho que derruba técnico por ir pro banco, ele não é o melhor dos treinadores.

Fala baixo, educado, não é o perfil “boleiro” que segura malandro no papo. É um perfil mais profissional num clube onde hoje, talvez, só o “não profissional”  funcione.

É preciso entender de futebol mas também convencer jogador a correr com salário atrasado, as vezes sem condições de trabalho dignas do status da camisa que veste. Se inteligente for, lida bem com Paulo. Os menos favorecidos de cérebro tem dificuldade.

Não acho este elenco do Vasco um exemplo de grupo que iria a Harvard.

Acho Autuori a solução? Não, não acho não.

Acho um cara para trabalhar em clubes que queiram apenas um treinador, não um milagreiro. O Vasco busca milagre, não apenas trabalho.

Não encontro ligação teorica para o perfil do Autuori com o momento do Vasco. Nem encontrei motivos para o mesmo Vasco do fraco Ricardo Gomes ser campeão e em seguida, sem o treinador, chegar perto de um Brasileiro e uma Libertadores.

O futebol nunca consagrou quem usa apenas a razão.  Ela me diz que a parceria, a curto prazo, não promete.

E eu quero que ela se dane.

Boa sorte!

abs,
RicaPerrone

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