Fosse o Grêmio a optar pela estratégia palmeirense, venceria. Fosse o Palmeiras a optar pela estratégia do Grêmio, não sei. Fato é que os dois times tem tantas diferenças conceituais que era o tipo de jogo onde uma bola resolveria a partida. E resolveu.

Os dois times se defendem muito bem. Um escolheu se defender, o outro escolheu jogar.  No mata-mata uma bola fora de casa resolve tudo. Embora seja o Grêmio o mais copeiro do Brasil, do outro lado estava Felipão, o técnico mais copeiro do mundo.

Uma falta. Um gol, e o Grêmio ficou diante do seu atual grande drama: jogar contra times fechados.

Há algum tempo o Cebolinha sozinho não é suficiente pra vazar uma zaga inteira. Um contra-ataque de Dudu, Scarpa e cia, sim.

Agora inverte.

Se fosse o Grêmio na defesa puxando contra-ataque com Cebolinha. Seria mortal? Provável.

Mas pra isso se ganha em casa e faz fora. O Palmeiras acertou o golpe fora, não dará ao Grêmio o espaço que ele previu na volta, e portanto transformou 2 jogos duros em 2 jogos onde ele dita o ritmo.

Os dois times teriam dificuldade em criar sobre as defesas postadas. São ótimas defesas. Mas aí vem a bola parada, o chute feliz, o 1×0 fora e tudo se transforma. Coisas do futebol.

Palmeiras não fez um grande jogo. Fez uma grande estratégia e funcionou porque a bola desviou e entrou. O Grêmio não consegue furar defesas postadas. E contava com ela não estar postada no jogo de volta.

Estará. Mão na vaga pro Palmeiras. Mas só uma. Porque clássico é clássico e a bola parada que entra cá, entra lá.

RicaPerrone

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