Você trocaria uma liderança do Brasileirão ao final de um turno por uma vaga nas quartas da Copa do Brasil?

Eu trocaria. Entre 6 jogos lotados para ser campeão e ir a Libertadores e mais 19, trocaria. Mas talvez o cruzeirense, orgulhoso de ter sido o maior atropelo da história do campeonato neste insuportável formato de campeão homeopático, não.

O Flamengo, este sim, tem mesmo que apostar tudo num tiro curto de 6 jogos com casa cheia e fazer uso de sua camisa.

Dá?  Dá, claro que dá. Quem vai me convencer que o Flamengo não pode passar em 2 clássicos e depois em outro ou contra o Goiás num torneio?

Enquanto isso, cheio de argumentos, o Cruzeiro pode e deve apostar no mais sólido, aquele onde tem gordura pra errar. E por sorte ou não, saiu do torneio que poderia atormentá-lo, dando uma injeção de gás naquele que hoje, não fosse esta vaga, estaria em crise.

Palminhas para a eliminação? Não! É sim aquela gostosa que você não pegou e depois veio dizer que ” nem queria mesmo”. Mas sim, ela podia te dar problema…

E sem crise, sempre beirando entrar nela, o Flamengo fez uma partida comum, como seu time insinua já na escalação.

Eufóricos, com um pouco de vingança na dose, o Cruzeiro só queria manter sua insuportável liderança que hoje já garante até mais de uma rodada.

De lá pra cá, de cá pra lá, tocou como quis. Era nítido, o Flamengo só podia com este Cruzeiro num campeonato curto, em casa, num Maracanã estonteantemente lotado, onde quase tudo se equilibra.

Naquele Mineirão de 35 mil roubados torcedores que foram cobrados a 70 reais para assistir a um jogo de futebol, não tinha “sobrenatural” que desse jeito. O Cruzeiro era dono do jogo, do estádio, do campeonato e da bola.

Fez pouco, correu até risco. Mas deu “o troco”.

Troco que alivia, mas não troca.

Hoje não. Daqui 3 meses, quem sabe?

abs,
RicaPerrone