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Tem que respeitar

Oitavas de final, adversários mais fortes que os anteriores, times médios jogando a vida em jogos comuns para os grandes. Eis o perigo.

A Copa do Brasil tem suas características e uma delas é ver o pequeno surpreender o grande.  Outra é ver o Grêmio disputar o título, seja com o time que for, contra quem for.

Não acho que hoje o Tricolor tenha um grande time. Acho de razoável pra baixo, com muita sorte e alguns reforços pode se tornar competitivo. Hoje, num campeonato mais longo, não acho que seja.

Mas a Copa do Brasil é curta. E além de curta tem um caso de amor com o Grêmio.

Em Fortaleza, contra um time que parou a cidade pra este jogo  e fez dos 90 minutos o “jogo do ano”, vindo de uma derrota num Gre-nal, os sintomas de uma turbulência eram bem razoáveis.

Mas era a tal união “Gremio/Mata-Mata” que tanto assusta a toda a América. E lá, em poucos minutos, fez o resultado que fatalmente lhe dará a vaga no Olímpico.

Sempre digo que não existe qualquer avaliação do time atual do Grêmio. Para nós, “do eixo” (termo mais irritante que existe), o Grêmio é como o Boca. Não sabemos nem quem estará em campo, mas o termo “Gremio no Olímpico” tem como sequencia lógica de raciocinio o termo “fodeu”.

Desculpa, não tem outro que substitua.

Com atuação comum, o Grêmio passou o rodo. E mesmo se não tivesse jogado o segundo tempo cada torcedor presente estaria satisfeito com o que viu. Não pelo jogo, repito, nada demais.

Mas o gol de Marco Antônio foi qualquer coisa de espetacular. Daqueles pra abrir programa esportivo e fazer chamada de jogos até 2056. Daqueles que o Grêmio acha nem ele sabe como. Daqueles que faz o Fortaleza lembrar, num lance, quem é quem.

O Grêmio é o Grêmio, onde for, contra quem for, com os titulares que for.

Em mata-mata, pior ainda. E lá vem eles, de novo, já nas quartas. De novo na lista de favoritos,  mesmo que não seja. Como se fosse possível o Grêmio participar de uma Copa do Brasil sem ser um dos favoritos a ganhar.

abs,
RicaPerrone

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