Nem genial, nem comum. Chamar de “útil” seria menosprezo. De craque um exagero. Carlos Miguel é uma daquelas peças de pouco marketing e que se faz fundamental para que um time com “estrelas” funcione.

Foi o meia esquerda do Grêmio ao lado de Arílson na conquista de…. tudo! Dos 20 aos 26 anos foi o apoio tático/técnico fundamental a quem estivesse a sua volta.

Carlos Miguel nunca jogou pra tv. Nunca tentou ser o mais importante do time, e de tanto não tentar, por vezes acabou sendo.

Chegou na seleção. Fez apenas 5 jogos. Foi um “Danilo” de anos atrás. Merecia mais. Mas naquela época o meio campo da seleção não era um lugar vago.

No São Paulo formou um time campeão paulista que tinha tudo para voar no Brasileiro. O ataque era Carlos Miguel, Fabiano, Rai, Dodo e França.  A chance disso não funcionar era mínima. Ou uma contusão.

No mesmo dia ele e Raí sairam machucados contra o Cruzeiro no Morumbi. Era dia das mães, nunca me esqueço. Um time com sintomas de eterno se desfazia antes de ser devidamente testado.

Passou pelo Inter, sem sucesso. E tudo bem. Porque voltou ao Grêmio. “Perdoado”.  Adorado. Reconhecido. Eternizado em taças e jogos memoráveis.

Sem o devido valor nacional porque não fazia pelo show, mas pelo time. O que hoje chamam de futebol moderno e coletivo, Carlos Miguel jogava há 25 anos.

Precipitado. Tivesse nascido um pouco mais tarde hoje seria “craque”.

RicaPerrone

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