É cedo. Todo jovem pode se perder e até tende a isso num país onde a enorme maioria não teve uma estrutura que o preparasse pra algo tão grandioso. Na verdade eu mesmo não acredito nisso. Só escrevo por ser a forma mais educada de dizer o que de fato penso.

Então vá lá.

Não existe preparação pra ser ídolo de time grande. Não tem pai, mãe, escola ou qualquer possibilidade de educar um garoto pra isso sabendo que, na mesma medida que você pode estar ajudando, você pode estar causando uma frustração sem retorno.

Jogador acontece. Nasce e vinga. Você lapida, ajeita, mas quem é, é.

Sei lá o que vai ser do Talles. Mas sei que é com “Talles” que se faz o futebol que eu acredito.  17 anos, personalidade, drible, confiança. Alguma marra, até.

Juan quem? Jogou onde? Que se foda. Pra cima dele.

Somos assim. Ou éramos. Infelizmente.

Talles é o que me faz sorrir vendo futebol. O resto é atleta, profissional do futebol, algo do tipo.

Talles é jogador.

E que assim seja. Tanto pra ser um fracasso tremendo quanto um fenômeno. Nos falta apostar mais em “Talles” por aí.

RicaPerrone

Compartilhe!