O Santos é o novo clube-modelo do futebol mundial.  No que diz respeito a gestão e sustentabilidade, o time da Vila dá show e mesmo sem ter uma enorme torcida consegue colher os frutos.  Dizem que é preciso lançar craques para vendê-los e sobreviver. O Peixe ensina que não é este o único caminho.

Boas peças podem ser vendidas ou produzir  para venda. É o que faz o Santos de Neymar e Ganso.

Imagine você que dois meninos surgem no seu clube e o mundo todo fica de olho. O que fazem os “normais” e pouco criativos? Vendem os dois, fazem uma grana, compram um monte de porcaria e passam os próximos 5 anos comentando: “Ah se eles estivessem aqui…”

O que faz o Santos?  Usa as duas peças para gerar uma terceira, que dá uma receita suficiente para manter as outras duas por mais uma temporada. É genial.

Neymar e Ganso custam X. Eles criam André, um atacante comum que se não fosse eles não valeria 10% do que vale.  Então, ao invés de vender o criador, o Santos vende a critatura.

André gera receita para o Peixe pagar e manter Ganso e Neymar por mais um ano.

Passado este ano, já sem André, a dupla inventou outro. Zé Love, que é pior ainda, mas que já tem europeu bobo achando o máximo, e nem me espantará se lá naquele mar de enganadores se der bem.

Vendem, pegam a receita e assim pagam Ganso e Neymar pra ficar mais tempo.

É genial! Um tanto quanto involutario talvez, mas é genial.

Um exemplo de sustentabilidade brilhante, que poderia ser exemplo para empresas do mundo todo.

O uso de seus melhores produtos para a criação de um terceiro, que é feito em casa e sai por milhões, evitando que as peças de produção sejam caras demais pra você manter.

Assim já aconteceu com outros clubes, mas não me lembro de alguém ter feito isso em sequencia tão clara e na mesma posição.

Será Borges o “lançamento” da Vila pra 2012?

abs,
RicaPerrone