Voltemos ao gramado. A discussão sobre a Globo, a enquete e todo o resto já se tornou tão óbvia que até a própria emissora pediu desculpas e em seguida fez uso da cagada pra pautar seus programas com seus próprios funcionários analisando o caso.

Vamos ao campo. Sidão é vítima de ser massacrado após o jogo?

Não. Não é.

O que a Globo fez é idiotice. O que a torcida fez, não. E porque não?

Porque perguntar a um torcedor no calor de um jogo se ele quer xingar o vilão ou avaliar com calma, amor e respeito é de um desconhecimento do tema “futebol” que chega a me assustar.

Mas o Sidão não é um coitadinho.

Quem sai jogando mal e insiste é ele. E depois de repetidas bobagens com a bola nos pés, ao final do jogo, já com 3×0, quem deu um chapéu correndo mais um risco idiota foi ele. Portanto, Sidão acha divertido fazer o que faz e “debochar” do erro.

Fosse mais humilde não sairia mais jogando com os pés após o erro, pelo menos naquela partida. Mas além de tentar diversas outras vezes e seguir errando, ainda foi pra um chapéu no atacante.  Ele chama o tema. Ele evidencia o erro.

Deve ser criticado, e muito. Menos apenas da diretoria do Vasco que sem a menor explicação contratou um goleiro que, sabemos, vai fazer 2 milagres e entregar um gol bobo. Como se o próprio clube não soubesse as consequências de ter um goleiro contestável num campeonato longo.

Sidão se tornou vítima de um erro alheio que encobertou os seus e também a sua postura de insistir no erro. Não fosse a Globo hoje ele seria o mais xingado jogador do país. As vezes uma situação encobre outra. E nem sempre você só sai prejudicado.

Hoje simpático a todos, Sidão esteve minutos antes perto de ser um “arrogante” goleiro ruim quando saiu dando chapéu após tomar 3×0 e ter feito quase tudo errado com os pés na partida.

O futebol é a paixão do mundo exatamente por isso. Nem o óbvio se confirma.

RicaPerrone

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