Já imaginou se o seu clube fosse vendido a alguém?  Odiava essa idéia e já escrevi sobre algumas vezes, até rodar clubes, países, conhecer as mais diversas pessoas do futebol e entender que é exatamente isso que nos distancia de um futebol mais sério e profissional.

Talvez você não queira deixar de ter os “poderes” que tem hoje como sócio proprietário. Talvez entenda que não será mais tão apaixonante. Mas com absoluta certeza seu time teria algumas coisas que hoje não sonha em ter.

Neste momento se a Conmebol punir o Santos os donos diriam “não”. Parariam a Libertadores, simplesmente porque o negócio deles estaria sendo atingido. Não falamos mais de status de campeão, ego de dirigente ou clubismo. Falamos de um negócio onde os donos sentem-se lesados e perdem dinheiro.

A CBF teria poder mínimo sobre o campeonato, os clubes planejariam decentemente 20 anos e não mais apenas 3.

A LIGA seria criada por empresas e não por Euricos. O dinheiro falaria mais alto do que a vaidade e portanto teriam mais cuidado ao joga-lo fora.

Virou um negócio, é fato. Eu nem gosto tanto do futebol atual. Pra falar a verdade me afasto cada dia mais e curto cada dia menos. Mas se é pra ser um negócio, então que seja.

O que não é possível é ver as aberrações do futebol passarem em branco por politicagem. O dinheiro não é de ninguém, e portanto uma boa contrapartida as vezes até pessoal resolve.

Tira dos donos investidores os jogadores nas semifinais pra tu ver o que acontece. Em 2 anos eles mesmos fazem o calendário.

O problema do futebol brasileiro é muito maior nos clubes do que em CBF, Conmebol, etc.  A estrutura é política, não empresarial, moderna e capitalista.  Por mais apaixonados que somos, há um mercado. E se o mundo se mata entre clubes com gestão, porque achamos que podemos ser eternamente os amadores que deram certo?

É hora de aceitar que com esse formato de dirigentes amadores, estatutos arcaicos, planejamento para “até a próxima eleição” e dinheiro que ninguém é dono, não vai ser profissional. E não sendo, perdem todos.

Nosso saudosismo não é mais uma opção. Ou fazemos um moderno futebol com a nossa cara, ou nos arrastamos entre essa porcaria que fazemos hoje com protocolo europeu de entrada e clubes endividados até o pescoço vendendo meninos de 15 anos.

Até as semifinais de 2019, onde tudo se repetirá.

abs,
RicaPerrone

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