Quando São Paulo e Corinthians decidem nós conhecemos o final provável. Muda-se a forma, o herói, o minuto do gol e até os estádios. Mas a história se repete e o Corinthians acaba eliminando o São Paulo.

Há no futebol doses cavalares e inexplicáveis do sobrenatural que costumam não apenas se repetir no evento como pro mesmo lado.

O Corinthians é mais seguro contra o São Paulo. Começa a ganhar na véspera, tem uma dose de “fé”  misturada com fatos que o leva à confirmação de ambos.

Aos 41 o goleiro do São Paulo se jogou porque queria pênaltis. O Corinthians, que nada vem jogando, tentava ainda ganhar o jogo. Sem pressão, mas ainda não havia optado pela cera.

E então, neste caso, o futebol premiou o lado certo.

São meninos no Morumbi. Carregando nas costas anos e anos sem títulos e tendo que enfrentar justo o maior dos fantasmas. Não dá pra culpa-los, condena-los ou cobrar-los.

Dá pra fazer o que o Carille fez após o jogo, que é algo raro: ao invés de meter que “é contra tudo e todos!”, “cade o time que joga mal?”, ele foi calmo, parabenizou, disse que tem méritos (e tem!) e que o time está muito abaixo do que pode.

Não precisou nem tapar sol com a peneira e nem se fazer de gênio. No ponto.

O Corinthians não joga bem, não convence nem a seu treinador. Mas um tricampeão tem que ter algo que os outros não tenham. Hoje, no caso, foi apenas mais vontade de ganhar e mais maturidade.

Ano passado foi com raiva. No outro, futebol.  E assim, ano após ano, mudam-se os “porquês”, só não muda o campeão.

RicaPerrone

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