“… onde a gente chegou!”, disse Jorge Aragão num dos mais memoráveis sambas deste país.

As vezes a gente exagera. Por clubismo, paixão, burrice ou mera arrogância, tanto faz. A gente quase sempre exagera.

Você pode olhar pro seu mercado e achar os maiores nomes dele uns merdas. É um direito seu. No esporte isso se torna consideravelmente absurdo na medida em que discutimos resultados práticos.

Um país onde o Felipão é “boçal” pra alguns não pode evoluir em nenhuma direção. Onde o Luxemburgo é “uma piada”, idem. E por mais que seja honesto detesta-los, é insano desrespeita-los.

Sampaoli é ótimo. Necessário até certo ponto.  Mas a passagem de bastão é como a mudança cultural que a sociedade vive hoje: burramente feita aos gritos e nas coxas.

Pra que o novo ganhe força não é importante e nem inteligente menosprezar o “velho”. Felipe Melo é o melhor volante do Brasil. Fred ainda o melhor 9. Felipão o líder do campeonato, atual campeão e melhor campanha na Libertadores.

E as vezes, ou quase sempre, você ouve referências a eles com menosprezo e desrespeito.

Sabe que embora isso seja ruim, o fato do Brasil só ter dado muito certo no futebol deveria ser motivo de enorme respeito ao nosso futebol e não de tamanha cobrança.  Sua área provavelmente não nos representa e nem nos orgulha como a deles. E se a deles o fez, fez com eles.

Mais uma noite didática no Pacaembú. Aos novos, toda sorte do mundo. Aos que fizeram história, respeito.

RicaPerrone

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