“O Fluminense é o Fulham do Brasil”.  Foi essa frase dita por quem mandava no Flu que me fez um dia duvidar do que estava sendo feito no clube. Embora tivesse tido um começo muito bom, as gestões anteriores foram se enrolando na noção de grandeza.

Um dos líderes do grupo que presidia o clube anos mais tarde disse na saída de um Fla-Flu onde o Flamengo havia vencido e na arquibancada havia um tosco número de tricolores que “era assim mesmo. Não dava pra esperar mais do que isso”. Discutimos.

Mas era mais um indício que eu tinha de que parte do problema do Fluminense era auto-estima.

Mário Bittencourt vai fazer o dele e daqui a pouco será um sucesso ou um fracasso. Mas hoje ele representa um surto de grandeza que o torcedor abraçou e pediu de volta.

Um Flu que não ouve “você, não”.  Porque eu não?

Qual o delírio em pensar em Thiago Silva? Porque não posso ter Thiago Neves? Ele joga no Cruzeiro, não no Real Madrid.

Como? É o que vamos assistir e o que vai determinar o sucesso ou o fracasso do Mário. Mas de síndrome de nanico o Fluminense não sofre mais.

Liga pro Buffon! Liga pro Thiago. Foda-se a chacota de uma mídia vira-latas que não tem noção da grandeza do nosso futebol e dos nossos clubes respectivamente.

Nós podemos. O Fluminense pode. O que não pode é se conformar com jogadores medíocres e um patamar inferior de coadjuvante.

Boa sorte!

RicaPerrone

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