Óbvio que entendo a reação desesperada do vascaíno ao ver seu time ser goleado em casa e eliminado. Mas entendo também que as deliciosas histórias do futebol nem sempre terminam antes de a gente acordar.

O Vascaíno viveu um sonho com diversos indícios de que era sonho. Mas ainda assim, ninguém se recusa a sonhar. E se um dia se recusar, desistiu do futebol.

O cruzeirense vivia um pesadelo. Ver o time montado pra disputar título arriscado a sair na primeira fase era surreal. Tanto quanto o Vasco passar pra fase de grupos e ainda eventualmente eliminar Cruzeiro e Racing com esse elenco que tem.

Nunca será normal o Vasco tomar 4 em casa. Mas o Vasco remendado pós Eurico, com uma eleição que considero altamente duvidosa no aspecto moral e o caos estabelecido no clube dias antes da Libertadores começar, não há camisa que faça esse milagre.

O Cruzeiro desencantou no mesmo momento que o Vasco caiu na real. O choque de realidade não poderia ser mais didático e claro do que um confronto em São Januário com essa goleada. E não porque o volume de jogo do Cruzeiro tenha sido bizarro, mas porque a diferença técnica entre o ataque do Cruzeiro e a zaga do Vasco é quase um bullyng.

O Cruzeiro entrou em 2018 pra disputar título. O Vasco pra fazer milagre.

Não pode ser surpreendente agora que os mineiros tenham acordado e começado a jogar o que deles se espera e o Vasco tenha encerrado a fase mágica onde a vontade supera todos os problemas do clube.

Surpreendentemente, a lógica apareceu.

abs,
RicaPerrone