Se fora do campo tudo ficou confuso, dentro dele foi bastante claro.

O Fluminense tem a bola e, como disse desde o jogo contra o Flamengo, terá quase sempre. Seu objetivo é a posse. Sua forma de não ser pressionado é essa. E se você eventualmente entender a posse de bola do Flu como uma arma ofensiva, entendeu errado.

Quanto mais você tem a bola mais você tem obrigação de criar. E se mesmo assim cria muito pouco, maior a sua inoperância ofensiva. O Fluminense joga mais do que se esperava dele no papel, muito menos do que se faz dele a cada partida do estadual.

Contra os fracos ter a posse significa criar. Contra time grande significa ser pouco pressionado.

O Vasco fez um turno muito bom e venceu merecidamente. Não porque chuta mais ou menos que o Flu, mas porque precisa de 10 minutos de posse pra fazer o que o adversário faz em 40. Isso é diferencial.

E entenda que não acho ruim o que o Diniz propõe, apenas não me iludo com a posse.

Entre contratos, dados, argumentos e entrevistas desnecessárias, o Vasco teve mais do que razão: teve o título.

E embora ele não valha mais nada porque a FERJ é tão estúpida que conseguiu desvalorizar o formato mais simples e antigo do Brasil, ainda é evidentemente melhor do que não ganhar.

De quinta-feira até o apito final do jogo o Fluminense falou, discutiu, prorrogou, analisou, argumentou… o Vasco vendeu ingresso e venceu o jogo.

Serei prático  já que qualquer letra que eu postar vai gerar ataques de clubismo dos dois lados.  Acho que tendo mando o lado era do Vasco. Não tendo, do Flu. Havia.

E em campo, o Vasco jogou pra ganhar o campeonato enquanto o Fluminense joga pra ter a bola.

Futebol se joga pra levar a bola a algum lugar. Não para tê-la apenas.

RicaPerrone

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