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Precipitados ou sem palavra?

A passagem de Renato Gaúcho no SPFC durou horas e só serviu pra torcida paulista pegar raiva do cara. É comum, quando julgado, ouvir coisas do tipo: “Ele não tem palavra”, etc. Tudo por causa daquele epsódio.

Até que um dia, dentro do Morumbi, eu ouvi a versão mais razoável de todas. Ela dizia mais ou menos isso:

O Renato foi ao Morumbi e acertou que, caso o Fluminense não cobrisse a proposta, pois a clausula dava este direito, ele jogaria no SPFC. A diretoria, euforica, quis anuncia-lo para apagar os resultados ridiculos do time e a fase digna de pena que o Tricolor vivia, contratando times bizonhos e pagando as reformas do Morumbi.

Um dirigente teria dito ao Renato:
– Entao vamos lá apresenta-lo!
– Não, perai… tem a clausula do Flu. A prioridade é deles. Se cobrirem, eu fico lá.
– Não, não vao cobrir nunca!!!
– Não vou vestir a camisa.
– Tudo bem, só segura. Amanhã a gente confirma tudo já com o Flu e você fala como jogador do SPFC com tudo assinado.
– Ok, mas eu não vou vestir a camisa ainda.

No outro dia, o Fluminense faz uma oferta que cobre a do SPFC. Por palavra, clausula ou sei lá o que, Renato liga no Morumbi e avisa:  Fico no Flu, conforme avisei, eles tinham a preferencia.

E para não assumir a merda que fez ao colocar o sujeito ali com a camisa e não deixar claro que era um pré-acordo, o Renato levou a fama mesmo tendo explicado algumas vezez isso em entrevistas.

Não vou dar o nome do dirigente, porque é uma versão da história. Mas, pela riqueza de detalhes que ouvi, foi a que mais me convenceu. Afinal de contas… que diabos um jogador com contrato assinado não veste a camisa na apresentação? E que contrato é esse que no outro dia não existe mais?

É uma versão. Acredite quem quiser…

abs,
RicaPerrone

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