Talvez você esteja curioso pra saber porque o título do Palmeiras não gere tanta exaltação quanto deveria. Talvez te assuste ouvir que Inter, Flamengo, São Paulo e Grêmio “deixaram” o Palmeiras ser campeão.

Mas a verdade é que esse título machuca muito o que chamamos equivocadamente de “especialistas”.

É o título do “morto” que virou referência em poucos anos. Do clube que fez o estádio transparente e lucrativo ao invés de um bonde. Daquele que tornou-se a o mais forte e que mesmo que os números provem o contrário, dirão que é graças a Crefisa.

Especialmente porque o maior responsável pela “virada” rumo ao título é exatamente o cara que os “especialistas” humilharam e enterraram como profissional em 2014.

O ultrapassado, o culpado, o “boçal”, como alguns estúpidos se referem ao nosso treinador do penta. E então ele volta, não discute, trabalha e faz de novo o que já fez 50 vezes: ganha.

Não dá pro “boçal” me foder. Eu preciso culpar o Flamengo, o Inter e o Grêmio. Preciso de outras mil desculpas que não me façam perder para os fatos e ter que reconhecer que exagerei, fui escroto e que o Felipão é um patrimonio do futebol brasileiro e não um problema.

Porque tem o Felipe Mello, que nós também tentamos enterrar em 2010.

Problema sou eu, jornalista, que não consigo passar pro torcedor em dezembro que o campeão foi incrível e sim faze-lo acreditar que outros é que falharam.

Falhei eu, jornalista, que passei anos desmerecendo o Zagallo e fazendo do Bauza um gênio.

Falha todo dia quem tenta puxar o outro pra baixo pra não ter que chegar onde ele chegou. E chegar onde o Felipão chegou é um sonho quase impossível pra 99,9% de nós.

O Palmeiras é grande. Mas pra reconhecer isso é preciso ser também e nem todos são.

Parabéns, Palmeiras!

RicaPerrone

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