O Cruzeiro demite um treinador porque o time não o quer. O Fluminense troca porque um de seus jogadores o xingou na beira do campo pro mundo todo ver.

Imagino que a primeira reação de todos seja como a minha: “esses caras tão malucos!”.

Maluco é quem parte do princípio de que todo mundo é burro, embora a média seja essa mesmo.

O pode ser mais absurdo do que Ganso de capitão no jogo seguinte? Poucas coisas na vida são tão surreais quanto o prêmio por ter feito o que fez, embora tenha caído nas graças do torcedor por covardemente ter escolhido o alvo conforme o cenário.

O p0nto é: porque Fluminense deu a tarja pro Ganso e o Cruzeiro deu ao elenco o treinador que eles queriam?

Os dois devem salários. Os dois tem sérias dificuldades com hierarquia porque ninguém no mundo ainda encontrou uma forma de não pagar e ter moral pra dar ordens. Nesse cenário, ameaçados pelo rebaixamento, o que eles fizeram?

Jogaram tudo nas costas dos líderes de seus elencos.

Parece absurdo, mas saindo do ar condicionado da sala de comentarista fica mais fácil compreender. Ora, foram inteligentes dentro de uma aberração. Qual a chance de reverter sem pagar? Dar ao time o comando e a obrigação de “ter razão”.

É Abel? Ok. Ta aqui. Agora é com vocês. Não caiam porque vocês escolheram o treinador.

O Oswaldo era problema? Então, tá. Aqui a 10 e a faixa. Agora se vira. Não vai cair tendo feito isso tudo pra ele ir embora, né?

E assim vive o lado do futebol que os especialistas ignoram. Basta 10 minutos de reflexão além do ímpeto de registrar a “burrice alheia” e ver que nem sempre 2 e 2 são 4.

Tem “erros” fundamentais pra que tudo acabe bem.

RicaPerrone

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