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Ousado Muricy

Calma, eu não estou maluco e nem vou dizer que tirar um atacante pra meter um beque é ousadia tática. Mas, vindo de quem veio, sabendo a fama que tem, é ousado.

Já pensou se o Santos perde o que o Muricy ia ter que ouvir, inclusive desses blogueiros que não gostam do cara e ficam achando motivo pra critica-lo? Ah, tá loco…

Eu confesso: Esfreguei as mãos no intervalo. Pensei: “Isso! Recua! Se perder eu deito e rolo no blog”. Mas, no fim das contas, quem deitou foi Muricy, que hoje será elogiado neste blog.  (Acostuma não, professô!)

O Peixe entrou em campo errado. Ele prendeu suas armas ofensivas na marcação e matou o time, como costuma fazer por aí. O Carpegiani foi razoável. Não dá pra elogiar muito quem escala o Marlos, seja na situação que for. Este garoto não é ruim, ele é péssimo.

Não na técnica. Até tem. Mas a dificuldade de olhar pro lado é uma coisa pra ser estudada.  Poucas vezes eu vi um jogador de futebol ser tão “cego” com o que acontece a sua volta quanto ele. É irritante assistir.

De qualquer forma, no primeiro tempo o SPFC foi melhor, porém, o jogo ficou muito bem desenhado. E aí o Muricy soube ler, o Carpegiani não.

O Santos estava lento, esperando aquele contra-ataque ou bola parada. O Tricolor com a bola, mas sem entrar na defesa do Santos, muito bem postada.

Pensa com o tio aqui: O SPFC tem um meia pra pensar o jogo? Não. Então, pelo meio, não vai entrar. Vem pelos lados. E não vai cruzar, porque não tem jogador alto na área.

Se eu tenho um time que está se defendendo bem, não será ameaçado de forma diferente do que já está sendo até então, não preciso mexer em muita coisa.

Só um ajuste. Eu tiro o “peso morto” do Zé Love, que não serve quando o time não tem a bola e controla o jogo (caso de hoje) e coloco outro zagueiro. Fecho de vez as chances do São Paulo, forço o time do São Paulo a vir com mais gente e deixo meus 3 acima da média livres na frente pra resolver.

O que aconteceu? O SPFC deu murro em ponta de faca e o Santos, nas raras vezes que foi a frente, resolveu com talento individual dos caras.

Muricy pode merecer “criticas” por fazer uso daquele futebol que eu odeio, que é o de “achar” um lance e ficar o jogo todo mais fechado. Mas hoje, dias antes de uma decisão no México, não podendo estourar o time e nem sair perdendo pra correr atrás, tá certinho.

Devo, com alguma dor no coração, elogiar a mudança do “professô”. Hoje funcionou, e nem dá pra citar “covardia” quando o sujeito expoe seu pior rótulo confiando saber o que está fazendo. E sabia.

Passa o time que teve meramente mais talento individual na hora de resolver. O São Paulo teria outras chances se fosse um Lucas, talvez. Mas não tinha, e o Santos teve os seu trio de ataque titular.

“Ah mas ele vai se queimar se os titulares perderem no México por terem jogado hoje”. Vai, vai mesmo.

É uma escolha. E o futebol é feito de escolhas. Muricy e o Santos escolheram tentar os dois, e podem ficar sem nenhum. Mas, conforme o que prego, só faz algo histórico e diferente quem arrisca.

Ainda sobre o jogo, as entradas de Fernandão e Rivaldo foram uma ótima indicação do Carpegiani pra diretoria do SPFC de que ele não mudou tanto assim nos últimos 20 anos. A dificuldade em ver o óbvio as vezes é cansativa.

Méritos do Santos, especialmente do Muricy neste sábado.

 

PS – Oi! Aqui é o Rica. Meu primo roubou a senha do blog e postou isso… desculpa gente.

abs,
RicaPerrone

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