Grenal é o maior jogo de não futebol do mundo. Mas esse deixou marcado uma imagem que já tenho há alguns meses: a diferença de status.

O Inter joga buscando o resultado sem ainda ter um padrão tão claro, definido e eficiente. O Grêmio tem. Mas abre mão dele por já ter conquistado muita coisa.

Não, não me refiro a corpo mole. Ma refiro a natural reação humana de quando você já tem o que quer.  Por isso todo clube vive um período vencedor e depois pausa um tempo. Para que haja essa percepção e a troca até encontrar um novo grupo vencedor.

Não, não estou dizendo que o tempo do Grêmio acabou já. Mas indicando que ele precisa de cuidado com isso e que o Inter está louco para reviver o dele.

Em campo contra a Católica vi um Grêmio que não parecia o de 2016/2017/2018. No Grenal nas raras vezes onde criar é mais importante do que evitar o rival, o Tricolor não usava da sua característica paciência e posse de bola pra chegar. Arriscava cedo demais.

Arriscar hoje em dia é aumentar consideravelmente a chance de perder.  Você dá a bola pro adversário mais vezes quanto mais arrisca porque o futebol tecnicamente está muito nivelado e a tendência é inventar o mínimo possível.

O Grêmio se permite inventar. Pelo treinador que tem, pelas conquistas recentes e pelo time que tem. Mas não foi arriscando individualmente que ganhou o que ganhou.

O Inter ainda não tem a fórmula, mas está bem mais obcecado por ela.  O Grêmio tem. Mas parece disposto a quebrar a rotina.

RicaPerrone

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