As vezes eu acho que passa. Tem dia que eu até penso nem me importar mais, tamanho o desgaste que isso dá no dia-a-dia. Mas quando um  clube não precisa nem de uniforme e nem de uma bola pra parar o futebol e se fazer protagonista, algo está muito vivo ali dentro.

O Morumbi que já foi de Raí, de Luis Fabiano, Kaká, Hernanes e Lugano foi entregue a Daniel. Ao vivo, a cores, ali mesmo.

As vezes você se baseia apenas em o que ganhou, quando na verdade não é bem isso. Ou, pelo menos, não é só isso.

Ali havia gerações que não ganharam. Mas marcaram. Ídolos sem taças. Mas ídolos. E outros lendários, hoje criticados em suas funções como meros mortais que jamais serão.

O capitão da seleção brasileira, recém chegado da Europa onde jogou em dois gigantes, emocionado porque pela primeira vez na vida, já rico, campeão e consagrado, estava onde de fato sonhou estar.

Ali no palco havia títulos. Mas não era isso.

Identidade. Pertencimento. Saopaulinismo.

Sim, inventei agora essa última.

Não sou bobo de achar que é só o meu, ou de ignorar as festas alheias. Quero mais é enaltecer os rivais, pois ganhar deles torna-me ainda maior.

Moderno, o futebol clama por arenas, ingressos caros, piso de marmore e cadeiras estofadas.  Mas que espere. Ou pelo menos que de nós, desista.

As arenas são belas, lucrativas e cheias de atrações. Mas não tem do nosso tamanho.

RicaPerrone

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