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O senhor dos penais

Flamengo e Fluminense não fizeram um jogo brilhante, mas jogaram. E ao se enfrentarem fizeram história pelo simples fato de estarem em campo.  O maior clássico do mundo teve de tudo, até apagão de dia.

Nos pênaltis, onde a lógica não se faz presente, dá pra dizer, sem medo, que deu a lógica.

Lógica esta que, se discutida nos 90 minutos não seria tão lógica.  Equilibrio, dois times esforçados, com o Flamengo perdendo Ronaldinho e Leo Moura, e o Flu obviamente sem fôlego depois da “guerra” de quarta-feira.

Poderia ter ficado pra qualquer um dos lados, no detalhe.  Com péssima arbitragem, pouco público para o jogo em questão e requintes de crueldade com quem lá esteve, o final apoteótico fez tudo valer a pena.

Vieram ver Ronaldinho, mas ele não estava. Vieram ver o time de guerreiros, mas ele logo cansou.

Vieram ver futebol, e a falta de luz, as 16h20, foi motivo para interromper o clássico. Nunca vi nada parecido, não neste horário.

A luz volta e… tempo técnico.

O Flu faz 1×0, impedido. Antes disso um polêmico lance onde Rafael Moura divide com Felipe e cai. O arbitro dá amarelo ao atacante, que jura ter sofrido falta “pra vermelho” do goleiro rubro-negro.

Eu não vi falta. Achei um toque comum que virou lance de cinema pela ótima interpretação do Rafael. Mas, não nego, discutível.

Ali já se discutia arbitragem, quando Léo Moura sai de campo e não volta mais.

Sem Ronaldinho, sem Léo Moura, contra 11 guerreiros de fé inabalável, que já venciam por 1×0 é difícil não achar o tal “freio”.

E assim, com muita correria e algumas atuações de destaque, como a de Williams, volante que, literalmente, não nasceu com freios, o Mengão empatou.

Cansado, o Flu até tentou reagir. Mas os dois estavam bem felizes com o empate.

Se o Flamengo perde nos penaltis, segue invicto e já na final. Se perde o Flu, cai em pé e sem perder o clássico, tendo a Libertadores como foco e logo ignorando o estadual.

Bom pra ambos.

Melhor pro Flamengo.

Não há no planeta registro de um clube que seja tão competente em cobranças de penaltis como o Flamengo. É incrível, quase inaceitável.

Você pode buscar justificativas na calma dos batedores, no treino, no goleiro, onde quiser. Vai cair no inevitável argumento de que a camisa pesa nessa hora.

Não que a do Flu tenha menos valor, longe disso. Mas naquela situação, bola na cal e o goleiro na linha, perdeu, está fora… Ela fica maior.

Não sou eu, são os fatos.

Fato que o Fluminense perde o que “podia” ter perdido e está vivo onde queria estar. Fato que o Flamengo está a um jogo de deixar o carioca sem final ou, repeti-la 3 vezes contra o Vasco, que há alguns anos não sentia este gostinho.

Fato que, seja pro lado que for, os três estão bem servidos de expectativa e euforia,  reais combustíveis do futebol.

Pode dar Vasco, pode dar Flamengo. É clássico, são camisas pesadas, não há favoritismo.

Há apenas um “porém”.  Se for pros penaltis, aí sim, tem favorito.

PodcastOuça aqui o papo com o @Urublog após a partida!

abs,
RicaPerrone

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