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O outro lado do show

Antigamente os africanos eram os times que jogavam muita bola e não sabiam marcar e nem administrar um resultado. Todos adoravam, mas diziam “faltar” estes fatores.

Hoje, os africanos usam a força física para brigar, jogam muito menos do que já jogaram, mas são mais competitivos. Até que surge um time africano sem estrelas, mas que marca forte, catimba, não brilha, mas é burocrático, como o futebol atual exige. E onde ele está? Nas quartas, fazendo história.

É o pecado do futebol moderno superando limites. O virus já atingiu a África, e o que é pior, será o mais famoso deles caso passe as semifinais.

Gana é mais time que os EUA pelo simples fato de ter algum improviso com a bola nos pés. Os americanos ainda não pegaram que a graça do futebol é que nem sempre o melhor vence. Eles estão acostumados com esportes onde o melhor vence, logo, se fizer o que tem que fazer, leva.

Não funciona assim. Marcam bem, atacam certinho, fazem tudo conforme o bom manual. Mas falta brilho, falta camisa. É um time histórico, raçudo, brigador e até com talento ofensivo. Mas ainda falta sair do manual em alguns momentos.

O futebol não é justo, nunca foi, não será agora. Gana não jogou melhor que os EUA, mas soube catimbar e levar o jogo ao limite físico dos americanos, que correram mais do que todos na primeira fase.

Conseguiu, na base da inteligencia que nunca tiveram. E superaram os norte-americanos, que jogaram um futebol que nunca souberam.

Torci pra Gana, por mera simpatia aos africanos e antipatia aos EUA.

Aliás, não deixa de ser uma punição a um jornal de lá que, quando classificados as oitavas, manchetaram: “Bem-vindos ao terceiro mundo”.

Então, volta pro primeiro.

E viva a África! Mesmo sem cara de África.

Abs,
RicaPerrone

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