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O mundo é “deles”!

Caro metido a intelectual, pregador do “não palavrão”, do estádio com cara de teatro e em breve sugerindo suco de tomate no lugar da cerveja, meus parabéns!

Você venceu de novo.

Depois de conseguir transformar grito de torcida em homofobia, gozação em “incitação à violência” e qualquer carvão na churrasqueira como um ato racista, agora eles conseguiram proibir o deboche no futebol.

Sim, torcedor. Vendo que você não pararia de chamar o craque adversário de “viado” pra tirar a atenção dele, resolveram proibir o jogador de ter o delicioso gostinho de ser xingado, meter o gol e mandar você pra aquele lugar.

Agora, segundo a CBF, se debochar do adversário, toma cartão. Viola, Romário, Edmundo, Tulio e Paulo Nunes, hoje, não jogariam mais.

Dizem os modernos donos do mundo que qualquer tipo de gozação ou possível causa de violência deve ser combatida. Eu digo que não. Que quem deve ser combatido é você, Zé Ong.

Quando se trata um sujeito como animal ele tende a agir como animal.

O mundo involuiu. Ao invés de, inteligentes, com mais informação, passarem a entender brincadeiras e agir de forma civilizada, agora temos que evitar as brincadeiras para não causarmos problemas entre os animais.

Grande evolução. Puta idéia, é quase como cortar o pinto dos homens pra evitar o estupro na sociedade.  Você corta, elimina, mas, elimina muito mais do que o estupro.

Sem a gozação é cada vez mais guerra. Sem este entendimento de que é “só futebol”, cada vez mais teremos que tratar esporte como política e política como esporte.

O Viola imitando o Porco não foi uma ofensa. Foi do caralho! Ele fez todo mundo rir, uma torcida ficar putinha, a outra a ponto de delirar de tanto rir e a mídia fala disso até hoje.  Se meia duzia de marginais entendem isso como “motivo” pra espancar o coleguinha, o problema está nos marginais, não na piada do Viola.

Trate marginal como marginal, ser humano como ser humano. Eu assisto e dou risada, pois sou um sujeito razoavelmente inteligente, apesar de não comunista e de falar de carnaval e não fazer uso do meu diploma pra fazer campanha politica.

Se alguns não conseguem dar risada, azar deles. E se reagem a isso de forma errada, que eu me lembre existe uma Lei pra ser seguida e uma polícia pra fazer com que seja.

Pra mim os Zé Ongs deveriam estar questionando algo mais inteligente como, por exemplo:  Se eu vou até um policial e atiro uma pedra nele, vou preso. E se preciso, vou apanhar até ser detido. Se em bando faço isso cantando musiquinhas de um time, não posso apanhar e ser preso porque?

Ou então, caros insuportáveis politicamente corretos, questionem se não há preconceito de fato em todo gay ser bonzinho e engraçadinho na tv. Ou questionem a hipocrisia com que tratamos as minorias, fazendo delas uma alavanca política com cara de “sou diferenciado, to ajudando”.

Se meu filho quiser ser do time X e eu do Y, não posso ir com ele ao estádio. Porque os Zé Ongs acharam que seria mais inteligente separar as pessoas de bem com medo dos bandos do que prender os bandos em defesa das pessoas de bem.

Chegaremos no dia que um jogo de futebol será evento para o Credicard Hall, não mais para um estádio.

abs,
RicaPerrone

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