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O mico, o mito e o burro

Mico foi o River Plate conseguir repetir o mesmo cenário que há décadas lhe deu o rótulo de “galinhas”.  Mito que hoje mais uma vez foi justificado através de sua considerável incompetencia em ser campeão sem que haja um escândalo de algo extra campo para lhes acompanhar.

Burro foi o técnico do Lanus, que mesmo sabendo não ser verdade, menosprezou o Grêmio e se colocou como favorito na decisão antes mesmo dela existir. Agora depois do jogo já meteu um pano quente, diz que não era bem isso, etc, etc.

Mas meu caro, agora aguenta. Diriges um time pequeno, faz história e antes dela se completar avança etapas e se coloca como favorito perante um time 10 vezes maior que o seu.  É uma burrice sem tamanho, embora eu goste dela por motivos óbvios.

O jogo, épico! Não vi esse espetáculo tudo do Lanus, ao contrário, vi muito mais um segundo tempo ridículo do River do que um show de bola do Lanus. Mas é merecido, incrível, surreal, inimaginável.

A decisão será na Argentina. Talvez em outro estádio que não o do Lanus, inclusive. Seja onde for, cabe ao Grêmio ser Grêmio. Deixar claro de amanhã as 23h45 minutos até o apito final do último jogo que há um time grande nessa final e um time disposto a ser a zebra.

Não gosto de time grande que se iguala ao pequeno pra dividir responsabilidades. Nem do pequeno que se acha maior do que é. Gosto das coisas limpas e claras, como são.

O Grêmio não precisa ser burro como o técnico do Lanus de expor em palavras, mas deve saber o tempo todo quem manda neste confronto.

A surpresa são eles. O grande é o Grêmio.  Os dois querem igualmente a taça, e nenhum deles tem obrigação de nada numa final.

A obrigação que o Grêmio tem é de não tentar se colocar no nível deles, saber que é melhor e tentar fazer disso uma taça. Mas em momento algum, seja campeão ou vice, se colocar como Lanus.

Simplesmente porque não é.

abs,
RicaPerrone

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