Talvez seja difícil pra uma paquita de partido político entender, e logo causa uma reação virtual de muito barulho e pouco resultado.  Mas para quem não tem paixão por bandido, não acha um partido um time de futebol e entende a crítica final, o que a série quer expor e não fica procurando qual lado é mais atingido, é brilhante!

Se petista for, imagino que não será capaz de entender. Nem assista. Seu poder de assimilação é baixo por vocação, logo, nem perde seu tempo.

Mas se estiver disposto a ver além do fã clube, tem algo ali muito inteligente. Todo 0 “mecanismo”  é colocado de forma clara e até humilhante pra nós. E em um determinado momento da série eles conseguem colocar na nossa cara como estamos, de alguma maneira, fazendo sempre parte disso.

É brilhante porque não toma partido e também não tira da reta. O mecanismo somos todos nós e pior: não há qualquer indício de que ele será quebrado, mas sim remontado.

Esse é ponto. A série toca nisso, não em Aécio ou Dilma. Foda-se o Aécio e a Dilma. Tal qual seus paquitos virtuais.

O mecanismo é uma série que parece de ação, se faz de ficção, não usa nomes reais, nem é fiel aos fatos  com detalhes. Mas através dele se inspirou para expor o que de fato importa:  se é de esquerda ou direita, tanto faz. O mecanismo funciona desde a sua entrada na maternidade e nunca termina.

É sustentado por nós, imposto culturalmente e de rara possibilidade de ser vencido. Partidos politicos, deputados, senadores, presidentes, juizes e policia é apenas a forma macro de explicar o nosso dia a dia.

Se disso você tirar apenas uma guerra entre esquerda e direita,  você até viu. Mas não entendeu NADA.

abs,
RicaPerrone