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A “pelada” do ano

Demorou, mas chegou o primeiro fortíssimo candidato a “jogo do ano” no Brasileirã0 2013. Cruzeiro e Vasco fizeram o que se fosse na Bundesliga chamariam de “jogaço”. Aqui, “pelada”.

Ao fazer o gol mais rápido do campeonato exclama-se: “Que absurdo!”, afinal, a bola entrou sozinha, sem mérito algum de quem a levou até lá.

Erros, erros e mais erros.

Dedé, coitado, vive entre o grande futebol que joga e a cobrança de quem leva apelido a sério.  Jogou bem hoje, muito bem. Mas pra maioria, fez “uma partida razoável”.

Afinal, “uma defesa que toma 3 gols não pode ser elogiada”, mesmo que alguns deles tenham sido belas obras da técnica alheia e não falhas de quem deveria destruir a jogada.

E o ataque que faz 5? Merece os elogios ou joga nas costas da defesa alheia? Quando convém, não.

E assim vai. Assim foi.

Cheio de acertos, um espetáculo de futebol com grandes lances, reviravoltas, golaços, momentos de emoção como o primeiro gol do menino Willie, que chorou em campo.  Ou o primeiro de Julio Batista, que tem a “fácil” tarefa de funcionar bem onde tudo já funciona.

Dizem que o Vasco foi goleado. Nem a pau.

O Cruzeiro sim, este “meteu uma goleada”.  O que não implica no adversário tê-la sofrido.

Dá pra entender?

Não.  Tudo bem. Não importa.

Cruzeiro e Vasco eternizaram 90 minutos que valeram, além de tudo isso, também 3 pontos a mais para o líder.

Quem melhor para liderar o campeonato onde o erro é mais discutido que o mérito do que aquele que ainda tem o contestável treinador que não perde?

Quem melhor do que o desfalcado time que não precisa dos desfalques?

Sobra Cruzeiro no Brasileirão.

abs,
RicaPerrone