Um treinador desconhecido, um clube vindo da série B, uma rápida retomada e sim, surpresa. Não se esperava tanto tão rapidamente.

E então o Inter se recoloca no cenário competitivo de alto nível do Brasil e começa se deparar com jogos como Nacional e Cruzeiro, onde se posta como um “azarão” fora, se defende bem, faz seu gol e torna o jogo da volta um baile.

Restava uma dúvida ao Inter que “voava” antes de enfrentar o Flamengo. Como ele se comportaria perdendo ou tendo que tomar a iniciativa.

A dúvida era justa.

O Inter do Odair só joga na condição de “azarão”. Quando colocado na obrigação de ter que criar o gol, furar um adversário e tomar a iniciativa, as coisas não funcionam tão bem.

Resultados não são ruins. Chegou forte na Libertadores, finalista da Copa do Brasil. Está bem no Brasileirão. O que é ruim é a forma que se apresentou em 2 decisões.

Contra o Flamengo uma negação ao futebol. Simplesmente assistiu a eliminação do campo calmamente.  E contra o CAP, num festival de decisões infelizes do treinador, se viu inoperante e facilmente anulado ofensivamente.

Poderia ter sido mais brigador. Nem isso se viu. O time simplesmente “não consegue” montar o jogo quando o adversário não lhe dá espaço.

Isso é uma característica de time menor. Do azarão. O Inter não cabe nesse patamar, mesmo que escolha assim. Time grande tem que saber jogar com espaço e sem. Tem que saber morrer atirando e não tomando drible desconcertante enquanto os marcadores olham a sequencia da jogada.

Time grande se revolta quando perde. Time grande perde a cabeça quando está diante de uma derrota.

O Inter pode perder. É do jogo, ainda mais pra Flamengo e o bom time do CAP num mata-mata. Mas do jeito que perdeu, da forma que atua e como o treinador conduz o jogo, não.

Time que “surpreende” é zebra. E time grande não pode ser zebra.

RicaPerrone

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