Futebol é resultado. Essa frase é antiga, justa, real mas ao mesmo tempo nociva.  A classificação do Corinthians é justa. Foi na bola, dentro da regra, o goleiro é deles, recebe do clube. Logo, não há como distorcer os fatos.

O que dá e deve ser discutido é a forma. E não porque a forma de usar o regulamento seja novidade ou um absurdo, mas porque já é hora de rejeitarmos algumas apresentações.

O que o Corinthians fez ontem lembra o que o Santos fez contra o Barcelona. Foi assistir a uma decisão de dentro do campo sendo surrado e não reagindo nem emocionalmente.

“Saber sofrer”  é o cacete. O Bragantino pode saber sofrer e não disputar uma partida apenas pra se defender. O Corinthians não.

Se revoltar com uma atuação dessas é um sintoma de respeito. A vaga é motivo de festa, a partida em si de preocupação.

Não vamos também meter essa de “justo” ou “injusto” porque o Santos não completou o processo que é fazer o gol. Então sua competência também é discutível.  Mas não jogar é inaceitável.

É o estilo do Carille? Não concordo.  Mas desde o Tite o Corinthians é um time consciente e que controla o jogo. O que vimos ontem é diferente disso. Não houve controle algum. Foi um massacre.

Dizer que chegaram na final os dois “piores” times também não é muito razoável.  O Santos não tem um timaço, o Palmeiras tem outro foco. Os dois foram pelos pênaltis. Eu não vejo esse drama todo.

Mas não. O Corinthians não pode atuar dessa forma. Ainda mais diante de um grande rival.

RicaPerrone

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