Não diminui um torneio que novos times cheguem as decisões. O que o diminui é a forma com que eles chegam e o que os levou até lá.

Quando a Nigéria avançou com Okosha, era jogando algo novo. Quando a Espanha chegou em 2010, foi sendo melhor que as outras. As zebras Romênia, Marrocos, Gana e tanta gente que já protagonizou uma Copa não estiveram ali para preencher tabela.

A Copa chega às semifinais sem nada novo na parte tática, sem os jogadores protagonistas, sem as seleções protagonistas, sem um jogador revelado em Copa, sem um time sensação, sem o xodó da torcida, sem um jogo de campeão de nenhum dos 4.

A Copa chega por exclusão aos 4 times.

É a Copa do VAR, dos laterais na área, dos gols contra, dos pênaltis e das bolas paradas. Ainda que emocionante porque o mata-mata faz qualquer coisa ser emocionante, o nível nunca foi tão contestável. E as defesas nunca levaram tanta facilidade para anular os ataques como em 2018.

Existem mil explicações pra isso. Mas a que realmente importa é a que convencer a FIFA a rever algumas coisas no futebol.

E insisto, não se trata da zebra. Nós sempre a adoramos. Mas sim o fato dela ser o que sobrou e não necessariamente o que surpreendeu.

abs,
RicaPerrone

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