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Não acabou

“O clube da fé”. Na moral? Sempre achei essa frase meio besta.  Mas tudo bem, é “santo”, já operou seus milagres, mas são bem raros perto da concorrência.

Uma vez escrevi que no SPFC tudo era explicável, e que isso era tão bom quando “chato”.  Qualquer título do clube você acha mil motivos na base, na estrutura, no técnico, na puta que pariu. Mas acha.

Aquele caneco que nem a mãe do presidente acreditava é raro no Morumbi. Quase sempre favorito, quando termina é fácil explicar o sucesso, como é comum a arrogância insinuar a insuportável “derrota pra si mesmo”.

Ah, São Paulo… meu São Paulo.

Não consigo ver o drama que até outro dia sentia por ter aprendido a olhar em volta. A crise nos outros é série b, no São Paulo é não classificar numa Libertadores.  Patamares diferentes de sofrimento, de envolvimento, relacionamento.

Não me irrita perder. Me deixa triste, é diferente.

As vezes a bola não entra, e nem sempre é culpa de alguém. As vezes tomamos decisões erradas nos bastidores e acabam refletindo em campo, como a pouco notada falta de adaptação com o peso da bola na altitude, já que o time chegou pra jogar sem treino e chutou quase todas as bolas por cima.

Talvez até a falha do capitão tenha relação com a não adaptação. Talvez o SPFC tenha esquecido como se joga Libertadores, talvez esteja apenas numa mare de azar.

Fato é que não acabou. Tem um jogo, uma chance, o suficiente para acreditar.  No dia que vencer uma partida no Morumbi for “missão impossível” para o SPFC eu prometo que mudo de planeta. Por enquanto, não é o caso.

Há um favorito no dia 17 e não é o melhor time da América do Sul no momento. O favorito no Morumbi é o São Paulo contra qualquer time do mundo, como aliás, acontece com qualquer time grande em sua casa.

O São Paulo está a 12 dias de uma tragédia.  E também a 12 dias de uma virada épica que coloca qualquer grande clube no eixo.

Pesadelo só termina quando acordamos. E ainda estamos sonhando.

abs,
RicaPerrone

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