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Na bola

Perder é parte do jogo. Ninguém pode considerar um absurdo e nem uma novidade tomar 2 gols em 3 chutes, acontece.

Aconteceu, de novo. O México veio pra segurar o Brasil e achar um gol. Quis a sorte que achasse com 30 segundos, tornando a tentativa de ser o dono da festa ainda mais fácil.

Era só cozinhar e esperar a hora de matar. Achou.

Enquanto tentávamos de todas as formas possíveis, eles faziam a única coisa que poderiam fazer: Esperavam nosso erro e se defendiam.

Jogaram o que podiam, portanto, merecem a medalha de ouro.

Foi na bola, não no apito. Se num erro tático, técnico ou individual, foi na bola.

E quando é assim, méritos ao vencedor.

A seleção sofre com uma tarefa quase impossível que é a de atuar em 100% das vezes contra times que não fazem nenhuma cerimonia para se defender e a pressão do mundo todo esperar não apenas a vitória como também um show de bola.

O futebol moderno não permite show de bola sem treino. Seleção não treina.

Não haverá outro time como o de 70, nem o de 82. O futebol hoje não dá espaço pra isso, literalmente. E se pro Brasil cabe ganhar, então que ganhe.

Mas não é só isso. Normalmente tem alguém do outro lado, por mais que não possamos vê-lo através de nossa arrogância.

Perdemos. Não pra nós mesmos, como dirão os exigentes intelectuais da bola, mas pro México.

Aquele que se propôs a fazer uma coisa e fez. Teve a sorte de fazer cedo, mas fez.

A nós sobrou a prata, que não condiz com o potencial em questão. Mas condiz, de novo, com aquelas coisas que só o futebol consegue causar.

Como por exemplo o trauma brasileiro com a medalha de ouro olímpica.

Que seja em casa, então.

abs,
RicaPerrone

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