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Menos, bem menos

Tem gente dizendo que eu devia “aproveitar” o ibope e etc. Mas, sinceramente, eu gosto quando ele vem pelo futebol.  Não mudo o que escrevi ontem, é o que penso, estou no meu direito, NÃO fui homofobico, não sou, e a enorme maioria está comigo pelo que li por aí.

Porém, de tudo se tira uma lição. E a minha é que vivo num país onde as pessoas são incapazes de dialogar, porém, acham bonito pedir respeito e tolerância.

Você sabe o que é respeito? Sabe o que significa tolerância?

Porque eu não posso ser contra uma punição no Volley sem me tornar “anti” alguma coisa? Qual problema com o azul se eu elogiar o amarelo?

Eu nunca disse uma virgula contra gays, até porque…

– Tenho um na família.
– Todo ano vou ao carnaval do Rio, espetáculo feito por maioria gay (carnavalescos)
– Gastei 200 reais ha exatos 7 dias para ver um gay cantar (Maria Gadu) e a aplaudi em pé.
– Já fui a muitos shows, e não paguei barato, onde o artista é gay

Não faço nenhuma diferença profissional ou de avaliação se uma pessoa é gay ou não. E isso se chama respeito.

Não gosto, porém, de alguns tipos de pessoas. Como você também não, afinal, cada um vive num meio e tem seu modo de ser. Estar perto delas e não destratá-los, porem me afastar é o que chamo de “tolerância”. Eu tolero, mas não preciso gostar. E isso nao diz respeito a opção sexual, mas sim a forma de mostrar isso.

Se tolero e respeito, me considero um bom cidadão.

Se para isso, no entanto, eu precise deixar de ter uma opinião, não serei jamais um bom cidadão moderno.

Não repito o que as pessoas dizem pra parecer “na moda”. Não sou de nenhuma ONG, não penso com a cabeça dos outros e não participo de nenhum grupo pró nem contra nada.

Porque juntar pessoas para tomar partido é, pra mim, uma forma covarde de “achar” alguma coisa.

Eu só fui contra uma punição e tentei explicar aos amigos que no futebol sempre foi assim e que a atitude daquela torcida não foi homofobica. Foi comum, natural.

Você discorda? Ok. Você me xinga por isso.

Cadê a tolerância e o respeito que você diz brigar?

Eu disse, e foi a única frase que pode ter causado interpretação, que não gostaria de ter um filho gay.  O que foi dito naquele paragrafo é que o fato de eu não DESEJAR algo, não significa que eu o discrimine.

Posso não desejar comer chocolates. O que não significa que eu odeie chocolates.

O que me incomoda de fato é a ação coletiva orquestrada. O texto saiu ontem, e milhares de pessoas leram.

Não houve NENHUMA repercussão negativa ou reclamação.

Hoje, porém, quando um perfil gay no twitter com milhares de seguidores SUGERIU aos seus para me “sacanear” e tentar “me tirar da Globo.com e da Olympikus”, meus parceiros no blog, a coisa tomou uma proporção curiosa.

Aliás, vocês estão muito previsíveis. Ja viram como eu abri o texto anterior? “Sei também que vai pintar ONG pra tudo que é lado me enchendo o saco e interpretando o que eu digo, também, como uma “ofensa” ou “preconceito”.”

Começaram a me questionar. Um deles me disse que não era opcional ser gay. Eu nunca entendi assim pois a vida toda me disseram ser “opção sexual”. Se isso mudou, desculpa, não fui atualizado (sem ironias).

Mas, enfim. Eu respondi a ele PERGUNTANDO ironicamente se isso não era opcional e nem natural (macho/femea) se ele considerava doença. Coisa que EU NÃO considero, pelo contrário, argumentei CONTRA isso.

Pessoas de má fé pegaram minha resposta e tiraram o ponto de interrogação. Afirmando a milhares que eu tinha dito que ser gay era doença. E eu não fiz isso, pois não acho isso.

Se achasse, não trataria, como trato, como OPÇÃO.

Estes foram os argumentos suficientes para me colocar em primeiro lugar nos TTS, fazer campanha contra meus patrocinadores e parceiros e ainda tentar me jogar na condição de “Bolsonaro”, que outro dia soltou uma frase infeliz na tv e até hoje colhe os frutos.

Eu não sou homofobico, eu não questionei a sexualidade de ninguém e nem entrei neste mérito. Eu apenas contestei que naquele cenário a coisa estava se tornando hipocrita, pois o preconceito só existia quando a ofensa era com gays, não com outros.

O bla bla bla, porém, causou reação contrária. Elogios em diversos outros sites, maioria no twitter a favor do que foi dito e até outros colunistas se posicionando.

Existem os contra, e é direito deles. O que não pode mais existir é intolerância, falta de respeito.

Se você não concorda comigo, não leia. Se quer discutir, argumente. Mas não me ofenda.

E saiba, comunidade gay, que eu nunca fui tão ofendido em toda minha vida. Justo por um grupo de pessoas que pede tanto por “respeito”.

Não causei uma discussão hetero x homo. Apenas sugeri uma discussão sobre o que é preconceito e o que é moda. Pois o que houve no jogo de Voley, pra mim, não foi preconceito.

Dai pra frente, bastou tres perfis de twitter com milhares de seguidores gays dizerem: “Atacar!” e eu virei o anti-cristo dos gays.

Como também virei o salvador de alguns radicais heteros, o que não me deixa honrado.

Honrado eu fico em ter causado uma discussão tão valiosa. Porém, envergonhado de ver tanta intolerância e falta de respeito partindo de meia duzia de pessoas com influência virtual pra distorcer as coisas a seu favor.

Sei que muitos de vocês podem estar esperando um pedido de desculpas e um arco-iris no topo do blog, que é o que normalmente fazem pra passar um pano e deixar a coisa morrer. Mas eu não farei. Porque meu texto fala em hipocrisia, e eu não serei.

Não levem a vida tão a sério.  Um espetáculo de circo agrada alguns. Mas vê-lo pegar fogo agrada a todos.

Era só perguntar: “Foi isso que voce quis dizer?”. Eu diria: “Não, se pareceu, desculpe”.

Mas dialogo, respeito e tolerância são 3 coisas muito fora de moda.

Charge do bem humorado e de bem com a vida @aguedescartoon

abs,
RicaPerrone

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