Matemática não lacra

Matemática não lacra 1

Muitas  reclamam da diferença de salários no futebol entre homens e mulheres. Eu odeio ter que ser o “não lacrador” que diz isso, mas estão levantando uma bandeira absolutamente sem sentido.

Não é uma ONG. É um negócio. O futebol masculino gera 700 bilhões, distribui 700 bilhões. O feminino gera 50 milhões, distribui 50 milhões.

A culpa do interesse das pessoas ser maior não é de entidade alguma. Talvez, do jogo ser ruim. Mas dizer isso é um crime. Eu pago por ele, sem problemas. O futebol feminino paga mal porque o jogo é ruim, não gera interesse, portanto não gera rendas compatíveis com os salários do futebol masculino.

Embora seja lacrador ir reclamar e vitimizar a mulher na mídia, neste caso estamos falando de matemática, não de direitos.

O nado sincronizado masculino também não deve ganhar igual as mulheres. Tal qual modelos masculinos não ganham como a Gisele. Existem mercados e a libertação de um país melhor passa pela aceitação natural de competição dele.  Se vende mais, ganha-se mais. Se vende menos, ganha-se menos.

O caminho pro futebol feminino ganhar mais não é gritar, nem forçar um interesse midiático mentiroso num torneio. Menos ainda dar feriado pra parecer simpático politicamente as mulheres. É melhorar o jogo até que ele se torne interessante. Simplesmente isso.

Mais fácil usando a possível discriminação num discurso? Claro! Dá mídia.  Mas não é justo, nem real. Menos ainda possível. Matemática não lacra. Ela simplesmente segue a lógica.

Enquanto o futebol feminino for mal jogado o público não vai assistir. Especialmente esse bando de hipócrita que está usando a seleção pra lacrar em rede social e não assiste a um jogo de mulheres o ano todo. Faz 25 anos que existe Copa do Mundo feminina. Só agora descobriram ou só agora fizeram um movimento pra usa-la pra parecer engajada?

Ganha-se menos e vai ganhar por muito tempo, talvez pra sempre. Simplesmente porque o esporte tem muito do interesse no “limite físico”. E o limite físico do homem é maior por questões naturais.

Essa  briga não existe. É causa de influencer, não de mercado. E se duvidar, espere o mercado responder. Em 10 dias ninguém, nem quem anda brigando por ele, estará assistindo futebol feminino. Nem as emissoras que brigam por isso hoje estarão transmitindo.

E então a resposta estará lá, gritante: Não paga igual porque não gera receita igual.

Matemática. Sem machismo, causas nobres ou algo parecido. Apenas matemática. Meu patrocinio é mais barato que o do programa do Sportv. Ele fala pra 500 mil pessoas, eu pra 50 mil.  Simples assim.

RicaPerrone

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