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Mais um capítulo para o Fla-Flu

O mais “charmoso” clássico do futebol mundial tem mais um capítulo digno de nota em sua história. Desta vez fora do palco tradicional, o Maracanã, mas ainda assim grandioso e com muitos gols. Jogo sem vencedor, ou melhor, venceu quem assistiu.

Pena que o Engenhão tenha usado o final de semana para provar que não é, nem de longe, a “casa do futebol carioca”. E pelo jeito, não será jamais.

Ali, ontem, questionei os míseros 15 mil botafoguenses que foram ver aquele puta jogão. Hoje, com 2 torcidas grandes, novamente 15 mil. Fica um tanto quanto incontestável que o estádio não deve ser muito fácil pros cariocas, que já os que 3 times tem colocado bem mais do que isso em grandes jogos.

Aproveito e retiro a critica que fiz a torcida do Bota. Se nenhuma vai lá, ela também deve ter os motivos dela. Apesar da “casa” ser do Botafogo.

Enfim, torcidas a parte, o que vimos hoje no Engenhão foi um mistão de tudo aquilo que já sabemos.

O Flamengo cansa no segundo tempo, o Flu só agride quando PRECISA, e quando o faz, faz bem.

O Mengo cresce de produção, o Fluzão cai. Há algumas rodadas tem sido assim, mesmo que o Flamengo esteja longe de brigar por algo e o Flu de estar na situação do Flamengo.

Mas, quando se fala em Fla-Flu a lógica pula fora.

E hoje o Flamengo fez um bom primeiro tempo contra o Flu que, de novo, entrou atrás demais. Pensando em achar gols, em não perder, e achou. Mas sofreu a virada, não pra um Fla brilhante, mas pra um time mais solto.

Vem a segunda etapa e fica claro pro Muricy, que teima em não ver: Quando o Flu ataca, joga muita bola. Tem qualidade, o time é bom, tem bom passe, bons jogadores nas laterais. É só soltar, eles sabem o que fazer.

Ok, pedi demais! Muricy e ataque não combinam.

E o Mengão, no segundo tempo, o mesmo de sempre. Vai caindo, caindo, caindo até morrer em campo. O problema físico do time, tão anunciado pela comissão técnica, é bastante visível.

Hoje, pelo menos, houve um pouco mais de bola no chão no primeiro tempo. Quando fez 2×1, parou e achou que dando bico pra frente acharia o terceiro.

Avisa lá: O Adriano saiu… não adianta dar bicão.

O Flu meteu ela no chão e foi pra cima. Mereceu empatar, poderia até vencer que não dava pra chamar de injusto.

Mas também não seria justo o Flamengo perder com aquele golaço do Renato.

Enfim, como quase sempre, um clássico carioca deixa todo mundo tentando entender porque lá é tão mais aberto e melhor de assistir do que no resto do país.

Mística? Tradição? Ousadia? Cada um com sua tese, mas é fato: Os clássicos cariocas são impressionantemente melhores que os de São Paulo. Minas e Rio Grande só tem um, e são mais pegados por natureza. No Rio, notem, é mais comum um jogo cheio de gols, contra-ataques, goleadas, golaços, etc.

Sorte dos cariocas.

E hoje, no Engenhão, sorte do futebol.

abs,
RicaPerrone

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