Grêmio e Inter vivem um do outro. Por mais impossível que seja o reconhecimento de um deles, são dois gigantes que se sustentam na rivalidade mais forte do país.

Quando o jogo acabou hoje e o time do Inter se abraçou no centro do gramado havia ali muito mais do que a liderança provisória (ou não) do Brasileirão.

Por 2 anos o Inter assiste o que mais lhe dói. O Grêmio ganhando e ele esteve penando fora dos holofotes até conhecer a série B.  Já foi o contrário e com absoluta certeza os dois se lembram da alegria e da dor deste momento.

Ambos sairam dela. Ambos tem compromisso com o protagonismo, e sua gente não sabe conviver com menos do que isso.

Nesta noite o Inter, recém promovido da série B, assumiu mais que a liderança do Brasileirão, mas sua identidade e a resposta que pediram a ele.

O torcedor colorado nunca quis subir pra série A. Ele queria o time dele de volta. E pra isso apenas um marco real e de seu digno tamanho poderia convence-lo.

A liderança é um detalhe perto do sentimento de “voltei” que o Colorado sentiu hoje ao olhar sua camisa.  O abraço no fim não era fazendo contas pra domingo que vem, mas sim apagando todos os domingos dos últimos anos.

Ser grande não é uma fase. É uma condição. Alguns são, outros não.

O Inter é mais do que líder hoje. É Inter.

abs,
RicaPerrone

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