Ontem Levir Culpi fez uma brincadeira com fundo de verdade no Sportv. Disse que o próximo treinador da seleção será o Sampaoli, que anda de bike, tem tatuagem e é argentino.

O que ele quis dizer é que a imprensa brasileira tem um padrão. E que se depender do apelo dela o Jorge seria o mais cotado numa queda do Tite.

E quem duvida disso?

É real, embora absurdo. É inaceitável futebolisticamente imaginar a seleção brasileira ter um treinador estrangeiro. Um argentino então chega a ser a morte da vergonha na cara. A rendição dos bons modos ao politicamente imbecil.

Sampaoli é bom. Então que treine a Argentina. Dizer aos treinadores brasileiros que nenhum deles pode comandar a seleção nacional é uma ofensa. Aliás, sou a favor que seleção seja inteira do país de forma inegociável, do roupeiro ao centroavante.

A idéia é essa, não?

Passar o comando a um gringo seria um absurdo. A um argentino seria mais do que 7×1.

Seria ignorar a história, a rivalidade e tudo que movimenta o futebol e o pingo de “amor” que temos pela seleção dando a ela um perfil de time que sequer rival tem. E portanto, não faz sentido futebolisticamente.

Levir não está louco. A imprensa prefere o “maluco” gringo do que o “maluco” brasileiro.  Se fizer uma pesquisa entre as esposas de jornalistas esportivos no Brasil descobrirão que parte deles tem a tara de pedir pra esposa dizer “i am not from brazil” na hora de gozar.

But… you are.

Então que tenhamos a vergonha na cara de manter pelo menos o respeito a camisa, a história e o princípio básico da rivalidade e nem sequer cogitarmos a idéia.

RicaPerrone
instagram.com/ricaperrone

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