Expectativa, promoção, um grande jogo e a história pronta pra ser escrita. Todo o glamour da Champions League é muito bem preservado até com os constantes erros de arbitragem, pois o marketing da “empresa” é brilhante.

Ao contrário dos nossos, quando se assina um contrato com a Champions tem restrições sérias. Comerciais, editoriais, obrigações de transmitir seja qual for o time em determinados níveis do campeonato. Enfim, privilegia-se o campeonato e neste caso os ideologistas jornalistas brasileiros não se importam em ser promoter de evento.

Vai entender…  $.

Mas o ponto é o porque adoramos futebol.  Num evento desses em qualquer esporte do mundo a chance de haver um marco por incompetencia é quase zero. O futebol é um esporte “ruim” se você considerar as mais diversas questões teórias dele.

O que menos tem “ponto”, o menos justo, o menos claro em relações a heróis e vilões. O esporte coletivo mais individual de todos. E mais uma vez ontem isso ficou evidente.

Um jogador, um dia ruim, fim de um sonho. Uma final marcada por trapalhadas, ainda que com um lance genial no meio delas. Hoje o mundo discute uma falta e dois frangos. Até pro vencedor é ruim que o futebol inverta os valores. Mas ele é incontrolável.

Outro dia me alertaram que o futebol é o unico esporte onde a defesa prevalece ao ataque.  A quantidade de jogos ruins é infinitamente superior ao de bons jogos. E portanto é um esporte que desafia a lógica, mas beira a obviedade.

Não tem a ver com a qualidade, com os pontos, a justiça ou a qualidade do jogo. Sempre teve a ver com o fator imponderável que torna o futebol o esporte mais “nosso” de todos. Mesmo que empresas comprem, sheiks os controlem e arbitros errem, a gente nunca está 100% nas mãos do dinheiro.

Ainda será possível que o impossível aconteça. E que em campo tudo que foi planejado vire pó.

O Kairus é só mais uma prova viva de que esse esporte é mantido por meios que os novos administradores jamais conseguirão entender simplesmente porque estudaram demais uma matéria que não existe estudo: paixão.

abs,
RicaPerrone

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