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Justiça no fim

O Corinthians não fez uma bela partida mas esteve longe de ser aquele time alucinado buscando um gol a qualquer custo com medo de “perder a Libertadores”.  Desta vez, diferente das outras, tomou o gol, caiu o ritmo, mas não virou festival de bico.

Em momento algum o adversário se postou pressionando o Corinthians e nenhuma vez o time brasileiro perdeu o controle do jogo. Sem objetividade, é verdade. Com defeitos, com problemas do meio pra frente, mas… controlado e maduro em campo.

Em outros anos o 1×0 viraria expulsão, chute pro alto, etc. Hoje, não.

Este é o lado bom.

O ruim foi o “azar” do Tite que escalou um time pesando que seria agredido e não foi. Sem contra-ataque o Jorge Henrique ficou meio sem função. O time vinha, tocava, prendia e não sabia o que fazer com a bola.

Faltava o 10.

Ele entrou. Faltou o 9.

Adriano hoje teria dado a vitória ao Corinthians. Faltou a bola parar perto da área e não apenas bater e voltar. Liédson não tem corpo pra jogar de costas, em jogos assim ele não vai funcionar tão bem.

Entre o desequilíbrio tático, causado especialmente pela postura defensiva dos donos da casa, o gol no fim, o gol mal anulado e o gol absurdo sofrido, o empate ficou justo.

O Corinthians não fez um jogo pra voltar aplaudido, mas ficou longe de ter feito uma partida pra ser vaiado.

A fórmula deste Corinthians é de um time “médio” que vai tocar, se defender legal, prender a bola, fazer o arroz com feijão. Quem resolve a parada é Adriano, Alex, Douglas e, numa fase especial, Emerson ou Liédson.

Hoje dois não estavam num grande dia, outros 3 não começaram jogando.

Ficaram os “comuns”, e portanto, uma atuação comum.

Sem nenhum motivo para desespero, desconfiança ou pessimismo, diga-se.

É o primeiro jogo, fora de casa, tomando um gol bobo no começo e sem as peças que foram contratadas para desequilibrar.

Logo, natural que seja um time apenas “equilibrado”, não brilhante.

abs,
RicaPerrone

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