Lá se vão 61 dos 64 jogos da Copa, onde tudo se avalia e espelha. Segue a França, que é boa, mas que flerta a kilometros de algo memorável ou encantador. Elimina a Bélgica, que foi pra Copa como estrela para a molecada e passou sofrendo do Japão e nem ela sabe como do Brasil.

Nada demais.

O problema não é quem passa. O problema é que quem está fora também não mostrou nada demais. Inglaterra e Croácia podem fazer 2 jogos épicos e virar essa imagem. Mas é muito difícil. A tendência é que a Copa siga sendo disputada por exclusão até que fique com quem “errou menos”.

Não há uma seleção e 90 minutos que possa se dizer até agora “partida de campeão”. Fosse carnaval, diria que a campeã não desfilou ainda. Mas como todas as escolas já passaram, acho que a campeã passou e ninguém notou.

E se ninguém notou algo de errado aconteceu.

Digo desde o final da primeira fase (tem diversos textos sobre isso aqui) que se rascunhava a pior das Copas. Sem Itália e Holanda, com Alemanha fora e jogando mal, Brasil jogando menos do que podia, um chaveamento horroroso nas oitavas, Argentina tosca, Espanha mal. Enfim.

Espera-se da surpresa algo positivo. Mas não. Essa Copa as surpresas são a sobra do que deu errado, não o que surpreendentemente deu certo.

Eu não vi todas. Mas das que vi, é a pior. Porque se houve Copa pior pelo menos foi quando ainda era esperado que um craque pudesse resolver. Nessa, o destaque é o VAR, os craques se foram, os gols são quase todos de bola parada, pênalti ou contra. E há quem diga que está sendo uma puta Copa, que o Dembele é craque, que só brasileiro se joga e faz cera e que o futebol moderno é ótimo porque tem menos faltas, mais passes e intensidade.

Sendo o futebol o pai, esse filho russo que acaba de nascer já é uma das ovelhas negras da família.

abs,
RicaPerrone

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