É óbvio que em 2 jogos contra o Bahia em casa o São Paulo deveria fazer 6 pontos. Não se trata de um clássico nem mesmo de um jogo entre dois gigantes. Ainda mais hoje em dia onde a diferença entre os clubes do nordeste e sudeste aumentou absurdamente em virtude dos valores envolvidos.

Mas nos dois jogos o São Paulo cometeu o mesmo erro. E o Bahia, disposto a fazer cera e achar uma bola, achou. Esse papo de “o Bahia foi melhor” é brincadeira, média com torcida de time vencedor. O Bahia não fez quase nada em 90 minutos, só esperou, fez cera e deu alguns pontapés.

A tática é deles, aceitável, mas dizer que isso é “jogar bem” me soa como estupidez. Jogar bem é ter a bola, criar, não ser muito ameaçado. O Bahia não fez nada disso. No máximo evitou o jogo e conseguiu bloquear o SPFC de chegar ao gol.

São Paulo que passou de um time coletivo pra um time com talentos individuais tentando fazer jogadas individuais. Não há mais tabelas, mas sim a busca pelo drible que resolve. E hoje em dia, não sendo o Messi nem o Neymar, não resolve.

Além disso tem o fator imponderável chamado “Copa do Brasil”. O São Paulo precisa parar de comprar meia e atacante e ir buscar um pai de santo ou um técnico da NASA pra explicar que diabos acontece com esse clube nesse torneio.

O bom do São Paulo até o jogo com o Goiás era a troca veloz de passes. Os passes acabaram, o time afunilou e quer resolver driblando. Não me parece uma mudança tática, mas sim o ímpeto dos meninos em resolver o jogo.

Mal? Não chega a tanto. Jogou por exemplo bem mais que o Bahia. Mas perdeu um jogo decisivo. A diferença de outros momentos é que agora o SPFC tem um treinador que eu confio e que vai corrigir. Antes eu não tinha essa esperança.

RicaPerrone

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