Eu pensei em falar da tática. Pensei em aliviar pra eles, falar em 2022. Pensei até em responder a carta da Dona Lúcia.  Mas após passar o resto do dia rodeado de torcedores frustrados eu honestamente não sei se hoje, ainda no calor da derrota, é hora de se fazer muita avaliação.

Acho sim que o Brasil foi, é e jogou melhor que a Bélgica. A bola entrou pra eles, não pra nós. É parte do jogo e qualquer pessoas com um pingo de noção de futebol sabe que isso faz do jogo a paixão mundial que ele é.

Merecíamos perder? Não. Mas mesmo não merecendo temos mil “porques”  para justificar as coisas. O Tite, o Neymar, o VAR, a sorte, o Fernandinho, tanto faz.

Mantenho todas as palavras que usei no começo da Copa: O Brasil JAMAIS foi pra uma Copa tão bem preparado quanto em 2018. A CBF jamais foi tão organizada e séria quanto é hoje (embora falte muito), a comissão técnica nunca foi tão justamente escolhida e as coisas nunca foram tão bem feitas.

Poderia perder? Perdeu.

Renovaria com todo mundo por 4 anos antes de entrar no avião e eventualmente se intoxicar com os azedos, os profetas do apocalipse e especialmente com quem não chama a seleção de “nós”.  Não confie numa palavra dita por eles.

Amanhã falo de tática, de todos os motivos que acho que fizeram a gente não conseguir o esperado hexa. Não é um caso de “raiva”, nem de “irritação”.

É a derrota que entristece. E quando ela acontece, é porque valeu.

E valeu sim. Ou você acha que futebol é um esporte onde se ganha, perde e nada mais? Se sim, você não entendeu nada.

abs,
RicaPerrone