Algumas das coisas que mais queremos na vida custam caro. Não me refiro a dinheiro, mas a testes e momentos de insistência em nossas próprias teses que não temos coragem de bancar.

Entendo. É pressão, saúde, comodidade, dinheiro fácil. Mil motivos que nos levam a mudar o que acreditamos para “ir levando” sem tantos problemas pelo caminho.

O que o Fluminense fez hoje foi muito além de um jogo épico de futebol.

Com 30 minutos do primeiro tempo o Grêmio ganhava, brincava de jogar bola e já tinha o jogo resolvido. O Fluminense que toca a bola desde o goleiro não fazia mais sentido e pela frente havia um óbvio final trágico para a idéia, o técnico e alguns titulares.

A goleada desenhada, a crise devidamente pronta, o treinador e suas certezas na rua. E naquele momento a gente olha pro campo e vê o Fluminense repetindo a jogada. Pega a bola e toca, toca, toca. E aí você cansa e diz: “Demite esse maluco! Porra, tomando 3×0 e não muda essa merda?!”.

Não.

Porque ele tem certeza do que está fazendo. Gostemos ou não, seja amanhã o motivo de uma tragédia ou de um título, o Fluminense joga assim e ponto final. Teve todos os motivos do mundo hoje aos 30 do primeiro tempo para jogar tudo pro alto e se proteger do pior.

Não.

Insistiram diante do óbvio fracasso. Até que em 90 minutos a tragédia virasse uma de suas mais épicas páginas.

No momento onde desistir era mais fácil e qualquer covarde recuaria, o Fluminense bancou o que está fazendo.

Sem “poréns”. Absolutamente nada hoje é discutível. Neste domingo o Fluminense não é um time pra discutir, analisar, criticar e nem mesmo elogiar. Apenas aplaudir. E em pé.

RicaPerrone

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